El Golpe Militar que destruyó la Industria Nacional

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sábado, 26 de mayo de 2012

Ilhas Malvinas: Ponte aérea montada por URSS

Ponte aérea montada por URSS e Cuba, com auxílio de Khadafi, teve dois voos diários
As nuvens prenunciavam chuva forte em Brasília na noite da sexta-feira 9 de abril de 1982. O chanceler Ramiro Saraiva Guerreiro assistia ao "Jornal Nacional", quando recebeu um telefonema do brigadeiro Saulo de Mattos Macedo, chefe do Comando Aéreo Regional: um avião cubano invadira o espaço aéreo brasileiro.
No mundo da Guerra Fria, Brasil e Cuba não mantinham relações diplomáticas. Por esse motivo, pela manhã, o Itamaraty negara permissão a um voo da Cubana de Aviación rumo a Buenos Aires. Às 20h40m, o chanceler telefonou para o presidente da República, general João Figueiredo. Minutos depois, dois caças decolaram da base de Anápolis — com alguma dificuldade porque a iluminação da pista fora afetada por raios — em direção ao ponto indicado pelos radares, 300 quilômetros a oeste de Brasília.
Seguiu-se um tenso balé noturno a oito mil metros de altitude. Durou tensos 82 minutos. Só acabou quando os pilotos brasileiros anunciaram a decisão de atirar.
O jato russo Ilyushin II 62-M, matrícula CUT-1225, aterrissou em Brasília às 22h12m. Impressionou agentes da Aeronáutica por um detalhe: tinha capacidade para decolar com 165 toneladas de peso e 180 passageiros, mas na cabine estavam apenas três pessoas — o diplomata cubano Emilio Aragonés Navarro, mulher e neto. Só puderam seguir viagem depois de seis horas de negociações entre os governos do Brasil e da Argentina. Nada se sabe sobre a carga.
Navarro chegou a Buenos Aires por volta das 7h de sábado, 10 de abril, com uma mensagem do líder cubano Fidel Castro para o presidente argentino, general Leopoldo Galtieri: oferta de armas e tecnologia de informações, sob patrocínio da União Soviética, para o conflito com o Reino Unido.
Começava uma operação de suprimento clandestino de armas para a Argentina, montada pela URSS, negociada por Cuba, e com participação do Brasil, Peru, Líbia e Angola.
Foi um episódio singular na lógica da Guerra Fria. Os russos mobilizaram Fidel para socorrer uma ditadura militar ferozmente anticomunista, que confrontava o principal aliado dos Estados Unidos na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) — o sistema de defesa criado para conter uma eventual invasão soviética na Europa.
Uma semana antes, na madrugada de 2 de abril, os militares argentinos haviam desafiado o Reino Unido invadindo o arquipélago Malvinas, a 500 quilômetros da costa. Pressupondo o apoio dos EUA, Galtieri contara ao embaixador norte-americano, Harry Schlaudemann, sua pretensão de ficar no poder por mais cinco anos, no mínimo. Só não calculara a reação determinada da primeira-ministra Margareth Tatcher — "o homem forte do Reino Unido" aos olhos do presidente Ronald Reagan.
Tatcher recebera em Londres o secretário de Estado dos EUA, Alexander Haig, na noite anterior à interceptação do avião cubano em Brasília. "A menos que impeçamos os argentinos de ter êxito, todos somos vulneráveis", ela comentou, conforme registros oficiais. Haig confortou-a: "Estou seguro de que a senhora sabe que não somos imparciais".
Ela despachara uma frota para as Malvinas, a 13 mil quilômetros de distância. Na conversa, agradeceu o suporte norte-americano, a partir da base da Ilha de Ascensão. Instaladas a 2,7 mil quilômetros da costa brasileira, na altura de Pernambuco, as antenas ali plantadas são os "ouvidos eletrônicos" de Washington no Atlântico Sul.
Antes de se despedir de Haig, Tatcher o conduziu a uma sala da residência oficial. E "deliberadamente" mostrou-lhe retratos de heróis britânicos das guerras napoleônicas, o almirante Horatio Nelson e o general Duque de Wellington — descreveu Haig, impressionado, em telegrama enviado à Casa Branca durante o voo de Londres para Buenos Aires.
Haig fez uma escala em Recife para reabastecer seu avião. Encontrou-se com o então governador de Pernambuco, Marco Maciel, a quem contou que aconselharia aos argentinos negociar, pois seriam vencidos por Tatcher com a ajuda dos EUA.
No dia seguinte reuniu-se com Galtieri. Ouviu do general, que já conversara com o emissário de Fidel, menção às "ofertas de ajuda militar de países não-ocidentais".
A União Soviética redicionara parte dos seus satélites Cosmos para vigilância no Atlântico Sul, onde também mantinha 25 barcos "pesqueiros". A CIA considerava "inusual" esse nível de cobertura soviética na região, mas arriscou um palpite em telegrama a Haig na manhã daquele 9 de abril: "A atividade militar soviética provavelmente ficará restrita aos dados de localização (da frota britânica)".
A Argentina enfrentava um bloqueio financeiro, comercial e militar europeu. Não tinha dinheiro, apenas US$ 400 milhões em reservas. Também não tinha as armas necessárias. Pagara à França por 14 caças Boeing 707 da Aerolíneas Argentinas  e recebera apenas cinco, com cinco modernos mísseis Exocet. Sem informação de satélites, não poderia localizar navios inimigos — submarinos, nem pensar.
Os britânicos, ao contrário, já recebiam do Pentágono os códigos militares argentinos, imagens diárias e detalhadas das bases e do movimento em Port Stanley (agora Puerto Argentino, capital das Malvinas). Mandaram dois submarinos nucleares para a região, inspirando medo no chefe da Armada, almirante Jorge Anaya, o mais radical da Junta Militar. Desde 1978, Anaya carregava um manuscrito com seu próprio plano para invasão das Malvinas. Na hora da batalha, recolheu a frota aos portos do sul. E não a deixou navegar até o fim da guerra.
Quando Haig voltou a Londres, um Boeing 707 da Aerolíneas Argentinas aterrissou no Rio. Vinha de Tel Aviv, Israel, com destino à base de El Palomar, na periferia de Buenos Aires. Foi conduzido para reabastecimento ao lado de aeronaves civis no aeroporto do Galeão, apesar do porão estar lotado com uma carga de bombas e minas terrestres.
"Gradualmente" — registrou o Conselho de Segurança Nacional em memorando ao presidente Figueiredo—-, a Argentina estreitava "seus contatos com o Brasil, em graus diversos de formalidade". E requeria "cooperação em termos mais concretos".
Brasília começou a receber lista de pedidos: créditos e facilidades para operações triangulares de comércio com a Europa; aviões para entrega imediata; bombas incendiárias e munição para fuzis; sistemas de radar e querosene de aviação, entre outras coisas.
O Itamaraty recomendava "tratamento favorável" a quase tudo, enquanto a tensão aumentava no ritmo da marcha da frota britânica pelo Atlântico Sul.

Fuente: OGlobo.com

jueves, 19 de abril de 2012

Libia volverá a ser Libre... volverá a ser Verde!


Quizás viendo como cierra filas el mundo "civilizado" ante la decisión soberana que tomó la Compañera Cristina de expropiar YPF, puede que algunos compañeros que no entendieron ni condenaron, en su momento, el genocidio que llevo a cabo la OTAN en Libia, llegando a asesinar en forma despiadada al Líder popular Kahadafi, quizás ahora comprendan que quienes defienden los intereses soberanos de su Patria y bregan por la felicidad de sus pueblos son considerados "dictadores sangrientos" por los gendarmes del mundo y sus lacayos de ocasión.

Repsol es hoy una de las mas importantes petroleras en Libia. Con el dinero que nos robo a los Argentinos, Repsol construyo su poderío en el suelo Libio manchado de sangre. Justamente en Libia, cuyo Gobierno y Pueblo fueron de los que mas nos ayudaron en la guerra de Malvinas con armamento. (Como el envío de los misiles Magic)
¿Se acuerdan quienes integraban las fuerzas de la OTAN que tiraron sobre el pueblo Libio el triple de bombas que sobre IRAK? Los miserables de siempre... buscando hacer negocios a sangre y fuego.

Compañero Muamar Al Kahadafi PRESENTE!
El Chino.

jueves, 26 de enero de 2012

De Libia a Malvinas...

El biógrafo argentino Horacio Calderón –uno de los latinoamericanos que mejor conoce a Khadafi–,Calderón ha tenido una veintena de encuentros con Khadafi y ha sido protagonista directo de varios eventos clave que signaron las relaciones de Libia y Argentina, como la provisión de misiles para la guerra de Malvinas, y dos millonarios ofrecimientos de aportes del líder libio a campañas electorales.


Para Calderón, que habitualmente suscribe las tesis de los halcones norteamericanos sobre el Medio Oriente, la revuelta libia es una operación angloestadounidense que tiene como objetivo apoderarse de los yacimientos de petróleo libios.
Calderón considera “idiotas útiles” a aquellos libios que piden la intervención extranjera en el país. “Esto huele a petróleo”, insiste a lo largo de la entrevista. A lo largo de tres décadas, el biógrafo argentino de Khadafi ha sido un testigo privilegiado de episodios que signaron las relaciones entre ambos países.
–Conoce a Khadafi desde 1976 y lo ha entrevistado en una veintena de oportunidades. Si hoy tuviera que escribir el epílogo de la biografía del coronel, ¿cómo definiría al personaje actual?
–No es fácil ponerse en la piel de Khadafi en estos momentos. El Khadafi actual tiene 69 años, el que yo conocí en febrero de 1976, tenía 34 años y yo 31. Obviamente hay un cambio.
–De Khadafi se dice que tomó prestados conceptos e ideas del egipcio Gammal Abdel Nasser, de Mao Tse Tung y de Juan Domingo Perón...
–Cuando tomó el poder imitó –desde el punto de vista organizativo y conspirativo– a Nasser y al Grupo de Oficiales Unidos (GOU) de Perón. Y a medida que pasaron los años, formuló una teoría llamada Tercera Doctrina Universal que es un calco de la Tercera Posición de Perón.
–Hay quienes opinan que el Libro Verde está calcado del Libro Rojo de Mao...
–Puede ser que haya copiado la idea de hacer el libro, pero él basa su revolución en dos pilares: la religión y el nacionalismo. Él le da un valor universal a eso: no es la religión islámica y el nacionalismo árabe. Una persona como yo –que soy católico practicante– podía firmar muchos párrafos de ese libro que él escribió para que lo entendieran sus pares y no los intelectuales. No son principios para ser aplicados exclusivamente en Libia y ésa es la razón por la que Khadafi tuvo tanta adhesión del peronismo y de la izquierda no peronista. Los peronistas veían en Khadafi un Perón árabe.
–Libia sufrió años de sanciones y embargos occidentales, Khadafi fue blanco de un bombardeo en el que murió una hija adoptiva, pero a partir de 2005 Khadafi recompone sus relaciones con Occidente. ¿No es paradójico que caiga ahora?
–En el mundo musulmán se está produciendo la finalización de un ciclo histórico que es el resultado –por un lado–, de la longevidad de los regímenes y de los líderes históricos. Yo hablo de un crujido de fin de siglo que comenzó con el derrumbe del bloque soviético y luego con el cambio de paradigma que produjeron los ataques del 11 de septiembre de 2001. Empezó en Argelia y se transformó en un reguero de pólvora y en un momento en que se está preparando una guerra contra Irán, nadie va a desperdiciar la posibilidad de tener a su disposición cuatro trillones de dólares a corta distancia de Europa para poder suplir lo que deje de producir Irán.
–¿El ataque a Irán es inevitable?
–Creo que es inevitable.
–Por parte de Estados Unidos, Israel o ambos.
–Israel solo no puede atacar.
–Usted suscribe las tesis de los halcones norteamericanos, pero en el tema de Libia se acerca a las posturas de la izquierda...
–Yo he sido un opositor acérrimo de la invasión estadounidense a Irak, y no es porque tuviera con Saddam Hussein la relación que tengo con Khadafi. Mi visión no es de izquierda ni de derecha, es tercerista. Pero cuando plantea que la revuelta contra Khadafi huele a petróleo o que Libia puede ser un surtidor en la guerra contra Irán, se acerca más a las tesis de la izquierda que a las de la derecha estadounidense.
–¿Y qué escenarios imagina para Libia?
–Una guerra civil, que sería el escenario menos grave para Occidente. Una fuerte posibilidad es la emergencia de territorios tribales autogobernados controlados por las tribus, como en Afganistán y Somalia. En cualquier escenario, va a ser muy difícil controlar a la población de Libia porque Khadafi estableció una suerte de socialismo utópico y anárquico. Pero no lo hizo para mantenerse en el poder, sino porque creía en esa utopía. Él estableció en Libia un socialismo anárquico y le dijo a cada libio: “Cada uno de ustedes es un Khadafi”. Y el problema es que los libios se lo creyeron. Los norteamericanos y los británicos –que son bastante ingenuos–, no van a tener que lidiar con un Khadafi, sino con tres millones de Khadafis.
En 1969, cuando llegó al poder con 27 años, al frente de los oficiales libres que destronaron al rey Idris el Sanussi, el Coronel Muammar Khadafi lideró un golpe a imagen y semejanza de su ídolo, el coronel egipcio Gammal Abdel Nasser.
En el libro Khadafi: La Operación Jerusalén, su amigo personal y biógrafo Horacio Calderón lo retrata como “un idealista, un hombre mucho más culto de lo que parece”. En sus primeros años, Khadafi hizo reformas sustanciales, entre las que se destaca una reforma agraria y la nacionalización del petróleo, dedicando gran parte de los recursos obtenidos a mejorar el bienestar de las clases populares. Estableció también formas de participación de los obreros en los lugares de trabajo en las empresas (más de doscientas) que fueron nacionalizadas. Khadafi presentó aquella experiencia como la tercera vía entre capitalismo y socialismo. Pero su tercera vía se transformó, más tarde, en capitalismo popular, desarrollando políticas públicas que cambiaron significativamente muchas de las reformas que había realizado en los primeros años de su mandato. En muchos aspectos fue un giro de 180 grados.
–En los orígenes de la Triple A se menciona a Libia como el proveedor de un cargamento de armas que compró José López Rega en 1975, cuando viajó a Libia a firmar unos acuerdos energéticos y nucleares...
–Ese episodio es previo a mi relación con Libia, pero no creo que ese país haya tenido ninguna intervención en el envío de armas para el peronismo ortodoxo ni para la izquierda argentina. Una de las cosas que yo recomendé firmemente a Khadafi fue no intervenir con armas ni con dinero para apoyar a sectores que pudieran estar enfrentados en la Argentina.
–Sin embargo, hubo militantes de Montoneros en Libia...
–De Montoneros y también del ERP, pero el que bloqueó los fondos para los Montoneros fui yo.
–Pero, ¿qué sabe sobre una partida de metralletas Sterling MK-4 con silenciador que importó López Rega?
–Sólo sé que esas armas que llegaron sobre el final del gobierno de Isabel Perón, no vinieron de Libia, pero no conozco su país de procedencia.
¿Qué ocurrió durante la guerra de Malvinas?
–En febrero de 1976, Khadafi redactó una carta de puño y letra en la que le ofrecía a la presidenta Isabel Martínez de Perón dos escuadrillas de Mirages libios para luchar contra los ingleses en Malvinas.
La oferta libia nunca llegó a ser considerada porque a las pocas semanas se produjo el golpe de Estado que derrocó a la viuda de Perón. “En 1982, al día siguiente del desembarco en las islas, yo me puse en contacto con las autoridades libias para pedirles el apoyo para Argentina. Recordé la carta de Khadafi ofreciendo los aviones Mirage, pero los marinos argentinos no me creyeron y la carta no aparecía.
Paralelamente, había otro grupo de gente que trataba de convencer a Leopoldo Galtieri de que pidiera apoyo a Khadafi. Finalmente, Galtieri accedió, pero prohibió que viajaran civiles a Libia con la excepción de un intérprete y del sacerdote Aníbal Fosberi, rector de la Universidad Santo Tomás de Aquino y presidente de la Confederación de Universidades.
–Qué pasó con esa misión secreta?
–En mayo de 1982, seis aviones argentinos que viajaron a Libia cargaron misiles Magics y fue armamento libio con el que se destruyó el navío británico Sir Gallahan.
Hubo otro cargamento con misiles tierra-aire SAM-7 que no alcanzaron a llegar a Malvinas.
¿Los ingleses detectaron la presencia de los aviones argentinos en Libia?
–Sí, y uno de ellos estuvo a punto de ser derribado por un Vulcano británico.
–Usted viajó a Trípoli en plena guerra...
–En junio de ese año lo invité a Carlos Menem a Libia. Viajamos en el avión del Papa hasta Roma y En Trípoli nos enteramos de la derrota de Puerto Argentino.
Años más tarde, Khadafi puso siete millones de dólares para la campaña de Carlos Menem...
–En realidad, Khadafi hizo dos ofrecimientos de dinero: en la elección entre Italo Luder y Raúl Alfonsín, Khadafi ofreció cinco millones de dólares para la campaña. En esa oportunidad, yo exigí que se reuniera el Consejo Superior Justicialista que estaba presidido por Deolindo Felipe Bittel. Les transmití el ofrecimiento y al mismo tiempo les aconsejé que no lo aceptaran. Bittel coincidió conmigo en que ese dinero podía desencadenar un escándalo político y se desestimo el ofrecimiento.
–Pero en la elección Menem-Angeloz, Khadafi puso siete millones de dólares...
–En esa historia yo no tuve nada que ver. Quien manejó ese dinero fue Mario Rotundo y ese dinero fue a parar a bolsillos privados. El dinero libio no se usó para la campaña electoral.
–Finalmente, usted se convirtió en un testigo clave en el juicio contra Menem en la causa por el tráfico de armas a Croacia y Ecuador...
–Sí, porque a mí me ofrecieron participar en ese negocio y yo me negué.


Fuente: Diario Miradas al Sur (13-03-2011)

martes, 22 de noviembre de 2011

sábado, 22 de octubre de 2011

El Hombre que buscó liderar el Tercer Mundo

Desde que llegó al poder en 1969, Muammar al Khadafi se proclamó “líder de la revolución”.
El hombre que generosamente prodigaba apoyo militar y financiero a los grupos rebeldes de todo el mundo –desde Irlanda del Norte a Filipinas–fue abandonado por los "rebeldes" en su propio país, donde prometió “nunca retroceder ni rendirse.”
En los primeros años de su gobierno, Khadafi mostró entusiasmo por el panarabismo, inspirado en su mentor, Gamal Abdel Nasser, que gobernó Egipto entre 1954 y 1970. Pero pronto se desencantó de sus vecinos. Dijo que la idea de la unidad árabe era un espejismo. Cambió su atención hacia el lado de África, teniendo un rol fundamental en la creación de la UA en 2002. Dentro de su sueño para el organismo figuraba la creación de un ejercito común que representara a los estados Unidos de África.

Fuente: Tiempo Argentino

Siempre tan humanitarios

Por Walter Goobar Editor de Miradas al Sur
"La foto del cadáver de Muammar Khadafi difícilmente va a borrar la imagen que el excéntrico y astuto coronel libio forjó en sus 42 años en el poder. Los jefes de Estado –como Nicolás Sarkozy, David Cameron, Silvio Berlusconi, José Luis Rodríguez Zapatero y Barack Obama–, que ayer se regocijaron con la noticia de su muerte, fueron sus socios, protectores y benefactores hasta poco antes de que la OTAN lanzara su cacería.
Para Washington su caída es un cambio de régimen disfrazado de “operación humanitaria” para instalar una base del Africom, el Comando de EEUU que hasta ahora tenía su sede en Stuttgart porque ningún país africano quiso hospedarlo.
La ciudad libia de Sirtre después de la ayuda humanitaria de la OTAN
Pero la invasión fue una operación tan francesa como el champagne. Y el CNT es una amalgama heterogénea de monárquicos, islamistas que propugnan la Guerra Santa, militantes de Al Qaeda que ahora trabajan para la CIA, el MI6 británico o los servicios de inteligencia franceses. Lo más probable es que la muerte de Khadafi dispare una sangrienta lucha de poder entre facciones que perdieron lo único que tenían en común: el enemigo. En ese sentido, la guerra civil recién comienza.
Desde el principio, la implicación de Francia en la guerra de Libia ha sido mayúscula. El plan comenzó en octubre de 2010, cuando el jefe de protocolo libio, Nuri Mesmari, desertó en París, fue reclutado por la inteligencia francesa y se tramó un golpe de Estado involucrando a desertores en Cirenaica.
Uno de los motivos fue que los bancos franceses advirtieron que Khadafi estaba por transferir miles de millones de euros a bancos chinos. No se podía aceptar que se convirtiera en un ejemplo para otras naciones árabes o fondos soberanos. Las corporaciones también alertaron que Khadafi había decidido no seguir comprando aviones de combate en París y que no iba a contratar a los franceses para construir una planta nuclear. La petrolera Total quería un trozo mayor de la torta energética libia, aprovechada por ENI de Italia tras un complejo acuerdo de Berlusconi con Khadafi. Todo esto significó una sentencia de muerte para el régimen libio.

En septiembre, el diario Liberation publicó que el CNT prometió a Francia el 35% de los nuevos contratos petroleros, según una carta del canciller Alain Juppé fechada el 3 de abril pasado, 17 días después de la resolución de la ONU. Francia anticipa, así, el costo de la "refundación" de Libia, precisando que potenciará la producción de crudo y reportará a la Europa en crisis un ahorro diario de 255 mil millones de dolares ( 3 millones de barriles a la cotización vigente)

Fuente: Tiempo Argentino

viernes, 21 de octubre de 2011

La historia política de Muammar Khadafi

El coronel libio Muammar Khadafi nació el 7 de junio de 1942 en un campamento próximo al puerto de Sirte. Por ser beduino, Khadafi era despreciado por sus compañeros de clase. En la academia militar fue absorbiendo un anticolonialismo furioso, que predominaba en la sociedad libia. Abrazó, entre sus ídolos de juventud, la figura del Che Guevara o del presidente egipcio Gamal Abdel Nasser, uno de los fundadores del Movimiento de los No Alineados. Eso lo llevó a participar, el 1º de septiembre de 1969, en el golpe de Estado contra la monarquía. En ese capitán del Cuerpo de Señales asomaba un líder entre sus compañeros de armas y así aquel carismático joven era nombrado presidente, con tan solo 27 años.
La salida de la Segunda Guerra Mundial había dejado al territorio libio arruinado y sembrado de minas. Sin embargo, gigantescas reservas de petróleo de excelente calidad se acumulaban en ese terreno desértico y hostil. Khadafi se sirvió de esa fuente para desplegar servicios sociales gratuitos, apoyado en el código moral islámico y el nacionalismo panarabista. Entre 1972 y 1975 publicó los tres tomos del Libro Verde, donde expuso los principios de la “Jamahiriya”, un sistema político-filosófico de corte asambleario definido como democracia ideal. Tan perfecto era ese sistema que el presidente y jefe supremo de las fuerzas armadas no necesitaba de un cargo superior al de coronel. En una sociedad donde el poder era ejercido directamente por el pueblo, las jerarquías tradicionales perdían todo valor.

En su primer acercamiento a la política, el joven libio –que había abandonado sus estudios universitarios en Derecho para encaminarse en una próspera carrera como militar– había comenzado a desarrollar el pensamiento que luego figuraría en el Libro Verde, texto que planteó un sistema alternativo al capitalismo, combinado con aspectos del Islam. Bajo esa influencia, Khadafi y otros oficiales ligados al ala izquierda del ejército derrocaron al rey Idris para instaurar el Consejo Supremo de la Revolución.

Muammar Gaddafi no ocupaba ningún cargo público en Libia desde 1979, lo que no le impidió seguir gobernando el país.
En 1981, EE. UU. acusó a Gaddafi de planear el asesinato del presidente Ronald Reagan, lo que contribuyó a establecer su estatus de 'terrorista número uno' en aquella época.

Articulo completo en:http://actualidad.rt.com/actualidad/internacional/issue_31341.html?bn1r
El lado más polémico de su actividad política estuvo marcado por la invasión a Chad y el respaldo a los tres tiranos más sangrientos del Africa poscolonial (Boka-ssa en el Imperio Centroafricano, Idi Amin en Uganda, Mobutu en Zaire). También por su financiamiento a grupos terroristas. Khadafi fue acusado por la destrucción de dos aviones de pasajeros (UTA en 1986 y Pan Am en 1988) y de una discoteca en Berlín, en 1986, donde murieron dos soldados norteamericanos. Ante la presión internacional, el líder asumió la responsabilidad por esos atentados y entregó a los acusados para que fueran juzgados.
Previamente, el 15 de Abril de 1986 Libia había soportado un bombardeo realizado por aviones estadounidenses ordenado por el entonces presidente Ronald Reagan y en esa incursión, su hija adoptiva Ana, de tan sólo cuatro años, murió cuando fue alcanzada por la artillería norteamericana junto a otros 101 libios.
Al estar muy aislado en el mundo árabe, donde tenía muy pocos aliados, Khadafi eligió la reconciliación con sus antiguos enemigos. En un giro de 180 grados, el coronel libio apareció entonces como un líder más contemplativo. Finalmente, se había sumado a la guerra antiterrorista que lanzara desde Washington George W. Bush.
Muammar Gaddafi apoyó la acción del Comité de Emergencia en agosto de 1991 en Moscú.
En 1998, cerca de la frontera entre Libia y Egipto, un grupo de desconocidos abrió fuego contra él, pero solo sufrió pequeñas heridas. En el ámbito privado, el coronel llevaba la vida de un asceta. En determinado momento, incluso se hizo vegetariano. No tomaba café, te ni alcohol, no fumaba y comía muy poco, principalmente alimentos simples.
La opinión pública internacional reflejaba a un personaje excéntrico. Sus famosos viajes rodeado por una corte de mujeres y camellos, o su vestuario singularmente exclusivo, hicieron del presidente de Libia un personaje pintoresco entre otros líderes de la región. Con ciertas dosis de astucia, Khadafi fue abandonando el papel de azote de Occidente y financista del terrorismo mundial, para convertirse en un estadista elogiado y criticado de igual modo en Washington y en las principales capitales europeas. “Es un kamikaze que jamás pierde el control”, lo definió alguna vez un diplomático francés. Otro diplomático estadounidense se refirió al coronel como una persona “inteligente y reflexiva”, pero “bajo una apariencia estúpida”.
Según Gaddafi, el país de procedencia de la popular bebida Coca-Cola es Libia. En 2006, incluso exigió que le fuera entregada una parte de los beneficios de la empresa.
Muammar Gaddafi era además Doctor Honoris Causa en la Universidad Bielorusa de Informática y Electrónica de Radio.
En 2008 fue invitado a participar de la cumbre del G-8 por el actual presidente norteamericano, Barack Obama, el mismo que ayer destacó que la muerte del líder libio significó “el final de un largo y doloroso capítulo para el pueblo de Libia”. El otrora líder todopoderoso de Libia fue rematado de un disparo en la cabeza por un joven de 18 años. La misma edad que Muammar Khadafi tenía cuando se encaminaba a dirigir Libia.

Fuente: Página/12 y Actualidad RT

La OTAN logró que asesinaran a Khadafi

AVIONES DE LA ALIANZA ATLÁNTICA ATACARON AL CORONEL, QUIEN RESULTO HERIDO Y MURIO AL LLEGAR AL HOSPITAL EN MISRATA
La OTAN abrió el camino para la muerte de Khadafi . Después de un fuerte bombardeo de los aviones de la OTAN contra una caravana que se alejaba de la ciudad de Sirte, se conoció la muerte del líder libio, Muammar Khadafi por un video que lo mostraba siendo arrastrado de un camión y en manos de una multitud asesina.
La mayoría de las versiones de los hechos estaban de acuerdo en que Khadafi y sus partidarios intentaron huir de la ciudad en un convoy de 80 vehículos, pero fueron impactados por ataques aéreos de la OTAN llevados a cabo por aviones de guerra Mirage franceses.
Pero altas fuentes militares de Estados Unidos aseguraron ayer a la cadena de televisión NBC que el convoy en el que viajaba Khadafi, de quince vehículos, fue atacado por un avión Predator no tripulado, un “drone” que lanzó un misil Hellfire, y después fue abordado por los rebeldes, quienes capturaron al líder libio herido en ambas piernas. Khadafi recibió un disparo en la cabeza y otro en el estómago.
Los funcionarios occidentales insisten en que las misiones de la OTAN, que incluían aviones de reconocimiento de la RAF, no eran directamente responsables de la muerte del ex líder libio. Pero la decisión de llevar a cabo ataques aéreos sobre las fuerzas leales huyendo era el resultado de un cambio de política de la OTAN en respuesta a las comunicaciones interceptadas.
La desaparición de Khadafi para el futuro de Libia también significa un espaldarazo pre-electoral para el presidente estadounidense Barack Obama.

Fuente: De The Independent de Gran Bretaña. Especial para Página/12.